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entre o sono e o sonho

Foi no passado sábado, dia 16 de Março, no Casino do Estoril, o lançamento da nova antologia poética em dois volumes da Chiado Editora - entre o sono e o sonho . Tive a grande felicidade de poder participar neste projeto! entre o sono e o sonho - Chiado Editora comprar
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madrugada fria de neblina

Madrugada fria de neblina... Limiar da noite, prenúncio de manhã. Descansa o orvalho em meu corpo despido, perseguido pelo teu olhar desperto. Repousamos num Tempo que não existe cobertos pela lembrança da noite e a turquesa luz invade a nossa cama de silêncio. Conseguiremos sobreviver à manhã? Angelina Botelho momentos

cabelos verdes de algas

Cabelos verdes de Algas pele de corais de Marfim voz de esperanças soltas de um corpo doce de Cetim. Sussurras-me ao ouvido atento uma vaga Promessa quente e a Promessa sabe-me a Vento azul de Oceano dolente. Promessa de Ar; Promessa de Mar. Criança a sorrir; Criança a brincar. Cabelos verdes de Algas de um corpo doce de Marfim, por entre a brisa saltas Segredos soltos de Cetim. Angelina Botelho in momentos

mar

Sobre o dorso de ondas verdes espuma  branca e fria desliza, rebola, na areia dourada se derrama. Espuma gélida em areia dorida, reclama, grita dores gemidas escondidas, lágrimas outrora perdidas em madrugadas frias de neblina. Angelina Botelho in momentos

a promessa

Onde estás? Vê o que perdi, arrastada nas marés do dia e da noite, esquecida dos momentos em que te sonhei e das tuas palavras brancas que bebi numa sede do mundo que há-de vir mas que não veio; essa promessa quente que pensei ser o sol a romper o horizonte perdi-te nossos corpos espelhados numa chama que queimou sem chegar a arder, a promessa do amanhã na água das palavras que não cheguei a beber e tento mergulhar na noite da memória do teu olhar - esse fogo negro escondido no nevoeiro dos anos que perdi. Angelina Botelho

suspiros de vento

Suspiros de vento no cabelo, ternuras secretas nos lábios. Trazes a luz do sol da manhã no olhar, quando de mim te aproximas. Angelina Botelho in momentos

verso vago

Um verso vago vindo vem desvirginando a neblina, inconstante, impreciso, timidamente pairando sobre o Vazio. Lhe sinto a inconsistente leveza, a arquitetura de um aroma morno de Sentido. No espaço o defino, o critico. Um verso vago vindo vem. Angelina Botelho in momentos a partir de Um Verso Vem de Luis Adriano Carlos